segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Empresários de sucesso dão dicas para quem vai abrir negócio em 2012

Dirigentes aconselham futuros empreendedores.
Veja recomendações de pequenos e grandes empresários de sucesso.

Abilio Diniz. (Foto: Divulgação)Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração do
Grupo Pão de Açúcar. (Foto: Divulgação)
Abílio Diniz, presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar

"Primeiro é preciso trabalhar com o maior número de informações sobre o negócio e investigar: Pergunte, pergunte, pergunte. O 2º momento é o do planejamento, que permitirá traçar os objetivos, desafios e metas a serem alcançados. Nessa etapa é muito importante ter planos B, C e D, pois nem sempre as coisas saem como a gente imagina. Tendo um projeto coeso em mãos, é chegada a fase da execução. E, nesse processo, definir suas ações em princípios do bem faz toda a diferença, independentemente do tamanho da empresa ou do negócio que se pretende montar."
Presidente da Brasil Foods, José Antonio Fay. (Foto: Darlan Alvarenga/G1)Presidente da Brasil Foods, José Antonio Fay.
(Foto: Darlan Alvarenga/G1)

José Antonio Fay, presidente da Brasil Foods

“Para ser empreendedor, tem que ter sonho, muita vontade e algum dinheiro ajuda muito. Às vezes, as pessoas têm uma boa ideia, mas é preciso saber administrar uma boa ideia. Penso que é um privilégio viver no Brasil neste momento. O Brasil nunca teve tanta estabilidade e possibilidade de fazer negócios, em qualquer tamanho, então acho um privilégio que deve ser aproveitado.”
Luiza Trajano. (Foto: Divulgação)Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza. (Foto: Divulgação)
Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza

"É difícil dar conselhos porque não existe uma fórmula pronta para se obter o sucesso. O que eu falo sempre é que as pessoas nunca devem pensar pequeno, têm que pensar grande, sonhar, mas agir com os pés no chão, dentro de suas possibilidades. Toda gestão precisa ser racional, baseada em números. O fluxo de caixa pode quebrar uma empresa rapidamente, mas alguns momentos exigem muito mais intuição do que racionalidade, então, é preciso ter a sensibilidade para perceber esse momento. Por fim, um conselho que vale para todas as pessoas é investir sempre no conhecimento. É preciso estudar, ler e estar muito bem informado, porque a informação é fundamental para semear nossas cabeças com ideias novas."
Maurício Padovani (Foto: Divulgação)Maurício Padovani, dono da Pet Creche (Foto: Divulgação)
Maurício Padovani, dono da Pet Creche
"Tenha foco, informe-se com as pessoas certas, pesquise e estude; mas, acima de tudo, tenha
um diferencial no seu negócio, algo que tire você do lugar comum, do mesmo."


Paulo Nascimento, da Azul. (Foto: Darlan Alvarenga/G1)Paulo Nascimento, vice-presidente comercial e de marketing
da Azul Linhas Aéreas (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Fonte:  http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2012/01/empresarios-de-sucesso-dao-dicas-para-quem-vai-abrir-negocio-em-2012.html
Paulo Nascimento, vice-presidente da Azul Linhas Aéreas

“O primeiro conselho que eu daria é: tenha bastante capital para enfrentar períodos difíceis que podem vir. Segundo: seja muito criativo e ofereça um produto diferenciado para os seus clientes, mesmo que seja num nicho de mercado. E terceiro: é preciso ter muita dedicação para construir um projeto e atrair boas pessoas no seu time. Com isso, você vai ter sucesso.”

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pense como um bilionário

Pense Grande

Para começar 2012 com o pé direito, leia os 16 mandamentos de Bob Parsons, fundador e comandante da Go Daddy, a maior empresa dos Estados Unidos no mercado de registro de domínios de internet e de hospedagem de páginas eletrônicas – e uma das três maiores do mundo.

Os 16 mandamentos de Bob Parsons
1. Saia de sua zona de conforto
“Nada muito significativo acontece quando estamos em nossa zona de conforto”, diz Parsons. “Quando me dizem ‘eu estou preocupado com a segurança’, eis minha resposta: “A segurança é para cadáveres”.
2. Nunca desista
“Quase nada dá certo na primeira tentativa. Se tudo fosse fácil, todos estariam fazendo o que você está tentando – e você não teria uma oportunidade”.
Pense Grande3. Quando você estiver pronto para desistir, estará mais perto do que pensa
Um ditado chinês citado por Parsons para ilustrar o tópico: “A tentação de parar será maior exatamente quando você estiver prestes a ter sucesso”.
4. Se algo te preocupa, aceite que o pior pode acontecer, mas torne esse o ponto mais baixo
“Meu pai me dizia no início, quando eu lutava para colocar de pé a Parsons Technology (primeira empresa criada por ele): ‘Robert, se não der certo, ao menos não poderão te engolir’”.
5. Concentre-se no objetivo
Diz Parsons: “Lembre-se do velho ditado: :Como você pensa, assim acontecerá’”.
6. Um dia de cada vez
Não importa quão difícil seja a sua situação, você pode passar por isso se você não olhar muito longe para o futuro, e se concentrar no momento presente. Você pode obter através de qualquer coisa um dia de cada vez.
7. Sempre ande em frente
“Nunca deixe de investir. Nunca deixe de melhorar. Nunca deixe de fazer algo novo”, sugere o empresário. “Quando você parar de melhorar a sua empresa, ela começa a morrer”.
8. Seja rápido para decidir
“Lembre-se do que disse o general George S. Patton (um dos principais generais dos Estados Unidos na II Guerra Mundial): “Um bom plano executado hoje com violência é bem melhor que um plano perfeito amanhã”.
9. Avalie a importância
“Eu juro que isso é verdade: qualquer coisa que é medida e monitorada, melhora”.
10. Sem gestão, qualquer coisa se deteriora
“Se você quer descobrir problemas que não conhece, tire um tempo para olhar de perto as áreas que não tem examinado. Eu garanto que problemas estarão lá”.
11. Preste atenção em seus concorrentes, mas mais atenção ao que você está fazendo
“Quando você olha para seus concorrentes, lembre-se que tudo parece perfeito à distância”, afirma Parsons. “Se, no espaço, você ficar longe o suficiente do planeta Terra, ele vai parecer um lugar calmo”.
12. Nunca deixe alguém te intimidar
“Você tem tanto direito a fazer o que está fazendo quanto qualquer outra pessoa – contanto, é claro, que o que você está fazendo está dentro da lei”.
13. Nunca espere que a vida seja justa
Simples e direto: “A vida não é justa”, diz o empresário. “Você faz suas próprias paradas”.
14. Resolva seus próprios problemas
Ao adotar suas próprias soluções, a pessoa desenvolve uma vantagem competitiva, acredita o neobilionário. Masura Ibuka, o cofundador da Sony, disse de um jeito melhor: “Você nunca vai ter sucesso nos negócios, na tecnologia ou em qualquer coisa seguindo os outros”. Parsons cita ainda um ditado asiático: “Um homem sábio aceita seu próprio conselho”.
15. Não se leve muito a sério
Iluminar-se. Muitas vezes, pelo menos, metade do que nós realizamos é devido à sorte. Nenhum de nós está no controle, tanto quanto nós gostamos de pensar que somos.
16. Há sempre um motivo para sorrir
“Encontre um jeito”, sugere ele. “Afinal, você tem muita sorte apenas de estar vivo. A vida é curta. E eu cada vez mais concordo com meu irmão mais novo: “Nós não estaremos aqui por um bom tempo, mas estamos aqui por um tempo bom!”

Fonte: IG e Wikipedia.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Pelé é exemplo de como um ídolo no esporte pode virar uma marca forte

Nem as passagens polêmicas de sua vida pessoal afetaram a imagem vitoriosa do atleta

Davi Correia
Pelé em propaganda da moto Honda (Reprodução)
Mesmo sem gastar com publicidade, a imagem do Pelé é comparável a outras marcas que fazem grandes investimentos, como Apple, Microsoft e Coca Cola
Pelé marcou 1283 gols em 1375 partidas, disputadas ao longo de sua carreira. Sua última partida oficial no Brasil ocorreu em 1974. Em seguida, o atleta atuou até 1977 no Cosmos, de Nova York. Foi o único a vencer, como jogador, três Copas do Mundo – as edições disputadas na Suécia, no Chile e no México.

Para os fãs de futebol, Pelé é o melhor jogador de futebol de todos os tempos. Quem atua no marketing esportivo enxerga o camisa 10 da seleção brasileira na Copa de 1970 sob outro prisma: ele é o melhor exemplo de atleta que soube preservar sua imagem para lucrar com publicidade.

Aos 70 anos, 33 anos após encerrar a carreira, seu rosto continua sendo procurado para vender os mais diferentes produtos, de lojas de móveis a motos. O prestígio é internacional. O brasileiro já estrelou campanhas nos Estados Unidos, no Japão e na Europa.

Uma consultoria americana avaliou a marca Pelé em 500 milhões de reais. “Mesmo sem gastar com publicidade, a imagem do Pelé é comparável a outras marcas que fazem grandes investimentos, como Apple, Microsoft e Coca Cola”, diz Eduardo Morato, presidente da empresa especializada em mercado de futebol Off Field

Pelé já esteve envolvido com política, teve filhos foras do casamento e familiares envolvidos com droga. Nenhuma dessas passagens polêmicas afetou a valorização de seu potencial publicitário. Para o especialista, a marca com o seu nome ou imagem pode ficar ainda mais representativa. “Pelé vai ser uma marca tão forte como Beatles é hoje. Muita gente não os viu tocar, mas usam camisas com suas fotos. São imagens que se tornaram mitológicas”, afirma Morato.

A soma de suas atitudes durante e após a carreira foi preponderante na valorização. Ao contrário de seu arquirrival no posto de melhor do mundo, o argentino Diego Maradona, Pelé jamais consumiu drogas e procurou manter uma vida afetiva discreta. “Ele sempre foi um exemplo fora de campo”, avalia José Carlos Kanner, presidente da Prime, empresa responsável pela marca Pelé.

Mesmo atitudes demagogas, como o de oferecer seu milésimo gol às ‘criancinhas pobres e desamparadas do Brasil', renderam pontos positivos na lembrança do público. “Pelé é visto como o atleta mais vitorioso do futebol. E toda empresa que atrelar sua marca a uma pessoa vitoriosa. O Pelé sempre foi referência de sucesso”, explica Kanner

A construção da marca Pelé certamente foi facilitada pela maior privacidade que os jogadores tinham no período em que atuava nos gramados. Não havia internet nem torcedores com celulares com câmera nas baladas. Televisores eram exclusividade de pessoas com melhor renda – e as transmissões esportivas só passaram a ser ao vivo após a Copa de 1970. A Internet ainda era experimental. Risco zero de ele cometer o erro do atacante santista Neymar, que brincou com colegas no Twitter e, no dia seguinte, teve de se explicar para a imprensa. “Muitos jogadores hoje em dia desvalorizam sua marca fazendo coisas que destroem sua carreira”, aponta Kanner.

Ao contrário dos craques atuais, Pelé teve a sabedoria de escolher o momento de deixar os gramados. Deixou o Santos como maior ídolo do clube, decidiu não jogar mais pela seleção logo depois de ser tricampeão mundial e, no Cosmos, foi o precursor do futebol nos Estados Unidos. “Esse processo foi fundamental para o fortalecimento da marca”, diz Amir Sommoggi, diretor da área Esporte Total da Crowe Horwath RCS. “Pelé é um exemplo a ser seguido por jogadores que não conseguem cuidar de suas carreiras.”

Fonte:  http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/pele-e-exemplo-de-como-fortalecer-uma-marca

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

como seria a história da chapeuzinho vermelho na manchetes das principais revistas e jornais do Brasil hoje

 
 
Jornal Nacional
Willian Bonner: "Boa noite. Uma menina de 7 anos foi devorada por um lobo na noite de ontem".
Fátima Bernardes: "... mas graças à atuação de um caçador não houve uma tragédia".
FANTÁSTICO
Glória Maria: "... que gracinha, gente, vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo...?"
BRASIL URGENTE
José Luis Datena: "... onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades?! A menina ia para a casa da avózinha a pé e sozinha! Não tem transporte público ? Não tem segurança! Onde estava o secretário de segurança e os engenheiros da CET ? E foi devorada viva..... Sim VIVA!!! Um lobo, um lobo safado, calhorda. Põe na tela ESSE ANIMAL!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo mau. Daqui a pouco eu volto nesse caso. "
PROGRAMA EVANGÉLICO
(Pastor) "Agora meu irmãos vamos todos juntos levantar as mãos e dizer: SAI CHAPEUZINHO VERMELHO, SAI DESSE CORPO QUE NÃO TE PERTENCE..."
CASSETA & PLANETA
Helio De La Pena: "Estamos aqui na floresta encantada, onde o Lenhador Gaúcho Fulano Bussunda de Tal matou o lobo e salvou a chapeuzinho .... - E aí seu lenhador, foi difícil matar o Lobo? "
Bussunda, caracterizado de lenhador: "Sabe como é seu Casseta... Quando eu mostrei o tamanho do meu machado o Lobo ficou na maior fissura , duro foi ter que aguentar o bafo de onça dele , quer dizer de Lobo..."

SUPER POP
Chapeuzinho é convidada para desfilar no programa só de lingerie vermelha.
Luciana Gimenez: " Nossa, que corpo , hein garota? Muita bonita mesmo, até eu no lugar do Lobo não iria deixar escapar essa menina!!"
BIG BROTHER
(Pedro Bial) "Fala meu Lobo, Quem você vai eliminar hoje?"
Lobo: "Hoje eu vou eliminar a Chapeuzinho vermelho, porque ela tá de complô com o Lenhador , que eu acho ao meu ver, que estão ao nível de me eliminar e isso não está fazendo bem para o ambiente da casa"
O APRENDIZ
Roberto Justus: "Chapeuzinho , o que você foi fazer na casa da vóvozinha?"
Chapeuzinho: "Fui levar uns doces para ela."
Justus: "De graça? Mas você não tinha um planejamento para isso? Achou que era o marketing mais correto? Qual seria o retorno? Que tipo de postura teve seu líder? Que providências você tomaria?"
VEJA
"... Fulano de Tal, 23, o lenhador que retirou Chapeuzinho Vermelho da barriga do lobo tem sido considerado um herói na região. "

"O lobo estava dormindo, acho que não foi tão perigoso assim", admite ele.
CLÁUDIA
"Como chegar na casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho."
NOVA
"Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama."
MARIE-CLAIRE
"Na cama com um lobo e minha avó", relato de quem passou por essa experiência."
JORNAL DO BRASIL
"Floresta: Garota é atacada por lobo".
Na matéria, a gente não fica sabendo onde, nem quando, nem mais detalhes.
O GLOBO
"Retirada Viva da Barriga de um Lobo".
Na matéria terá até mapa da região. O salvamento é mais importante que o ataque.
FOLHA DE S. PAULO
Legenda da foto: "Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador".
Na matéria, teremos um box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.
O ESTADO DE S. PAULO
"Lobo que devorou Chapeuzinho seria afiliado ao PT."
JORNAL AGORA
"Sangue e tragédia na casa da vovó."

PLAYBOY
(ensaio fotográfico com Chapeuzinho no mesmo mês do escândalo)
"Veja o que só o lobo viu."

SEXY
(ensaio fotográfico com Chapeuzinho um ano depois do escândalo)
"Essa garota matou a fome do lobo !!!"

CARAS
(ensaio fotográfico idem)
"Na banheira de hidromassagem na cabana da avozinha, em Campos do Jordão, Chapeuzinho vermelho (18) reflete sobre os acontecimentos: 'até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida, hoje sou outra pessoa'- admite.

ISTO É
"Gravações revelam que lobo foi assessor de influente político."

CAPRICHO
"Esse Lobo é um Gato!"

G MAGAZINE
(ensaio fotográfico com lenhador)
"Lenhador mata o lobo e mostra o pau".

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Esta máquina transforma lixo em dinheiro

Alguns supermercados começam a trocar embalagens recicláveis por cupons de desconto. Vale a pena?

DANIELLA CORNACHIONE
SELF-SERVICE Felipe Kurc e Thiago Von Gal na Susten Trading. Recompensa para quem entrega embalagens de bebidas (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
Uma vez por semana, durante três anos, o paulistano Thiago Von Gal cumpriu o mesmo trajeto. Levava um punhado de embalagens recicláveis para a máquina de coleta seletiva, no supermercado ao lado de casa, em Berlim, na Alemanha. Ganhava de u 10 a u 15 na troca. “Para alguém que estava passando dificuldades, como eu, aquele dinheiro fazia diferença”, diz. Quando voltou ao Brasil, resolveu trazer as máquinas junto. Em março de 2009, Von Gal, de 31 anos, chamou o amigo Felipe Kurc, de 32, para ser sócio da Susten Trading. Os dois importam as máquinas de uma fabricante norueguesa, a Tomra. Na Alemanha, há 30 mil máquinas da marca.
Elas se parecem com aquelas que vendem refrigerante. Em vez de expelir Coca-Cola em troca de dinheiro, recolhem materiais para ser reciclados e emitem cupons de desconto. As máquinas aceitam embalagens com formato cilíndrico (como garrafas e latinhas) de plástico, vidro ou alumínio. Quem contrata o serviço são empresas interessadas em reciclar parte do lixo que produzem. Desde o ano passado, sete máquinas estão em supermercados de Jundiaí, em São Paulo. Faz parte do projeto-piloto, apoiado pela Schincariol. Quem leva o lixo ganha uma garrafa de água mineral da marca na compra de três. Agora, Von Gal e Kurc se preparam para trazer as máquinas para a cidade de São Paulo.
A dupla da Susten Trading negocia com fabricantes de bebidas. Cada embalagem pode
render R$ 0,03 de desconto na compra de produtos da empresa patrocinadora da máquina. Além de marketing, isso deverá virar obrigação legal para as empresas. Segundo a nova lei de resíduos sólidos, elas deverão criar mecanismos para recolher parte do lixo que seus produtos geram.
Hoje, o consumidor que quiser cuidar do lixo que produz tem três alternativas: a coleta seletiva da prefeitura (disponível em poucos lugares), os pontos de coleta privados e os catadores de lixo. Soluções como a criada por Von Gal e Kurc permitem que o consumidor ajude na reciclagem. A participação do consumidor tem duas vantagens. A primeira é servir de alternativa para o modelo de coleta atual, baseado nos catadores. Estima-se que 800 mil pessoas trabalhem nessa atividade. Mas ela deixará de ser atraente se as condições sociais do país continuarem melhorando. À medida que a economia no Brasil avança, a tendência é que esses trabalhadores sejam integrados à reciclagem de outras formas ou encontrem oportunidades melhores de trabalho em outras áreas. “O catador de lixo da forma precária e desumana como é hoje vai acabar”, diz Carlos Silva Filho, diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
A segunda vantagem é que, para o consumidor, vale a pena trocar por bônus mesmo embalagens de plástico leves, como garrafas PET, que nem sempre compensam para os catadores. “É comum o catador largar esse material na calçada, o que cria outro problema para a limpeza pública”, diz Silva Filho. “Eles dão preferência para o que tem maior valor por quilo.” Isso explica por que 99% das latinhas de alumínio são recicladas no Brasil, mas só 7% do lixo ganhe nova utilidade. Até os anos 1990, era comum levar os cascos de cerveja e refrigerante para as lojas. Pelo visto, o casco retornável retornou.

Fonte:  http://revistaepoca.globo.com/Vida-util/noticia/2011/09/esta-maquina-transforma-lixo-em-dinheiro.html

Esta máquina transforma lixo em dinheiro

Alguns supermercados começam a trocar embalagens recicláveis por cupons de desconto. Vale a pena?

DANIELLA CORNACHIONE
SELF-SERVICE Felipe Kurc e Thiago Von Gal na Susten Trading. Recompensa para quem entrega embalagens de bebidas (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
Uma vez por semana, durante três anos, o paulistano Thiago Von Gal cumpriu o mesmo trajeto. Levava um punhado de embalagens recicláveis para a máquina de coleta seletiva, no supermercado ao lado de casa, em Berlim, na Alemanha. Ganhava de u 10 a u 15 na troca. “Para alguém que estava passando dificuldades, como eu, aquele dinheiro fazia diferença”, diz. Quando voltou ao Brasil, resolveu trazer as máquinas junto. Em março de 2009, Von Gal, de 31 anos, chamou o amigo Felipe Kurc, de 32, para ser sócio da Susten Trading. Os dois importam as máquinas de uma fabricante norueguesa, a Tomra. Na Alemanha, há 30 mil máquinas da marca.
Elas se parecem com aquelas que vendem refrigerante. Em vez de expelir Coca-Cola em troca de dinheiro, recolhem materiais para ser reciclados e emitem cupons de desconto. As máquinas aceitam embalagens com formato cilíndrico (como garrafas e latinhas) de plástico, vidro ou alumínio. Quem contrata o serviço são empresas interessadas em reciclar parte do lixo que produzem. Desde o ano passado, sete máquinas estão em supermercados de Jundiaí, em São Paulo. Faz parte do projeto-piloto, apoiado pela Schincariol. Quem leva o lixo ganha uma garrafa de água mineral da marca na compra de três. Agora, Von Gal e Kurc se preparam para trazer as máquinas para a cidade de São Paulo.
A dupla da Susten Trading negocia com fabricantes de bebidas. Cada embalagem pode
render R$ 0,03 de desconto na compra de produtos da empresa patrocinadora da máquina. Além de marketing, isso deverá virar obrigação legal para as empresas. Segundo a nova lei de resíduos sólidos, elas deverão criar mecanismos para recolher parte do lixo que seus produtos geram.
Hoje, o consumidor que quiser cuidar do lixo que produz tem três alternativas: a coleta seletiva da prefeitura (disponível em poucos lugares), os pontos de coleta privados e os catadores de lixo. Soluções como a criada por Von Gal e Kurc permitem que o consumidor ajude na reciclagem. A participação do consumidor tem duas vantagens. A primeira é servir de alternativa para o modelo de coleta atual, baseado nos catadores. Estima-se que 800 mil pessoas trabalhem nessa atividade. Mas ela deixará de ser atraente se as condições sociais do país continuarem melhorando. À medida que a economia no Brasil avança, a tendência é que esses trabalhadores sejam integrados à reciclagem de outras formas ou encontrem oportunidades melhores de trabalho em outras áreas. “O catador de lixo da forma precária e desumana como é hoje vai acabar”, diz Carlos Silva Filho, diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
A segunda vantagem é que, para o consumidor, vale a pena trocar por bônus mesmo embalagens de plástico leves, como garrafas PET, que nem sempre compensam para os catadores. “É comum o catador largar esse material na calçada, o que cria outro problema para a limpeza pública”, diz Silva Filho. “Eles dão preferência para o que tem maior valor por quilo.” Isso explica por que 99% das latinhas de alumínio são recicladas no Brasil, mas só 7% do lixo ganhe nova utilidade. Até os anos 1990, era comum levar os cascos de cerveja e refrigerante para as lojas. Pelo visto, o casco retornável retornou.

Fonte:  http://revistaepoca.globo.com/Vida-util/noticia/2011/09/esta-maquina-transforma-lixo-em-dinheiro.html

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A receita do sucesso de Leite Moça

A receita do sucesso de Leite Moça

Produto tem história marcada por inovações no portfólio, nas embalagens e nas ações de relacionamento com os consumidores, que mantiveram-se como verdadeiros parceiros nos últimos 90 anos

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 09/12/2011

sylvia@mundodomarketing.com.br

leite moça,nestlé,leite condensadoTer uma presença constante na vida dos consumidores. Esse é, sem dúvida, um dos principais motivos do sucesso de Leite Moça, que em 2011 completou 90 anos. Para manter-se jovem durante tantas décadas e não perder o posto de líder de mercado, a marca aposta em renovações frequentes, seja no portfólio, nas embalagens ou no relacionamento com os consumidores.

No Brasil, Moça conta com as versões tradicional e light, além de outros 17 produtos em cinco categorias diferentes, incluindo panettones, biscoitos, chocolates, sorvetes e cereais matinais. O sucesso é tanto que, como resultado, a empresa mantém a marca de sete unidades vendidas por segundo.

Por aqui, Moça, literalmente, fez história. Quem já comeu um brigadeiro não pode provar o contrário. A origem do doce data de 1945, quando relatos indicam que a receita foi criada para arrecadar fundos para a campanha eleitoral do Brigadeiro Eduardo Gomes, candidato à presidência da República. O Brigadeiro perdeu a eleição, mas o doce, definitivamente, saiu vencedor.

Parceria com consumidores
Foi aproveitando as criações dos consumidores com o leite condensado que Moça construiu sua trajetória de sucesso. Já em 1950, as latas traziam textos que recomendavam o produto para o uso culinário. Em 1962, foi iniciada uma tradição preservada até hoje: a empresa começou a publicar receitas nos rótulos de Leite Moça, que passaram a encher os cadernos das donas de casa brasileiras.

O próprio nome Leite Moça é resultado de observações sobre o comportamento dos consumidores. Quando chegou ao país, o produto levava o nome em inglês, “Milkmaid”. Os brasileiros, no entanto, apelidaram de “leite da moça”, referindo-se à ilustração da camponesa na embalagem. Na década de 1930, quando já fabricava o leite condensado no Brasil, a Nestlé decidiu adotar o nome criado espontaneamente e o produto passou a se chamar Leite Moça.

De lá para cá, a marca se aproximou ainda mais do cotidiano dos consumidores. Uma das primeiras ações promocionais realizadas no país para promover o produto foi baseada na campanha “Você faz maravilhas com Leite Moça”, de 1980. Um dos desdobramentos premiava as melhores receitas, que foram estampadas na embalagem do leite condensado.

leite moça,nestlé,90 anosInovação e relacionamento
Em 1998, de olho na tendência que valorizava a preocupação com uma alimentação mais saudável, a empresa ampliou a linha e criou o Leite Moça com menos teor de gordura. Outro momento importante para a marca foi o relançamento da lata (foto), em 2004, que despertou a atenção dos consumidores nas gôndolas dos pontos de venda e ajudou a distanciar Moça da concorrência.

“Ao longo do tempo, a Nestlé se preocupou em manter a qualidade do produto na forma original e em trazer inovações. Hoje temos um mercado bastante diferente em relação ao passado. Muito mais pulverizado, com mais de 60 players. Manter-se líder ao longo desses anos é cada vez mais desafiador”, diz Fabiana Fairbanks, Gerente Executiva de Marketing da área de produtos lácteos da Nestlé, em entrevista ao Mundo do Marketing.

nestlé,leite moça,90 anosJunto com a nova lata, a Nestlé inaugurou um canal de relacionamento exclusivo, o Fale com a Moça. A ação sazonal pretendia aproximar os consumidores da marca, dando consultoria culinária por telefone e e-mail. Com a experiência, novos serviços e pontos de contato foram criados. O mais recente é o site Moça, lançado em comemoração aos 90 anos, além dos perfis no Twitter e no Facebook e do aplicativo para iPhone (foto).

Reposicionamento de Moça Fiesta
A plataforma de aniversário também contou com o concurso O Melhor Brigadeiro do Brasil, iniciado em fevereiro, que elegeu a melhor receita do doce. O vencedor veio de Curitiba e rendeu à criadora um prêmio de R$ 90 mil, enquanto o segundo colocado ficou com R$ 9 mil e as 10 melhores receitas classificadas, R$ 900,00. Os principais finalistas também terão suas receitas estampadas nas embalagens de Leite Moça por dois meses, entre janeiro e fevereiro de 2012.

Outra iniciativa da marca aproveitando o aniversário de 90 anos foi o reposicionamento da linha Moça Fiesta, que agora recebe apenas o nome “Moça”. “Os produtos estavam posicionados mais especificamente para festas e, ao longo dos anos, percebemos que o hábito do consumidor mudou. Eles passaram a ser consumidos como solução de sobremesa rápida e não apenas em momentos especiais”, conta Fabiana.

nestlé,leite moça,90 anosAlém da mudança no layout das embalagens, a linha, que conta com as versões Brigadeiro e Beijinho, ganhou também mais um componente: o Moça Cremoso, para ser usado como cobertura ou recheio de sobremesas e frutas. “O objetivo foi trazer um novo produto para voltar a chamar a atenção dos consumidores para a linha, com o sabor de Leite Moça na versão original”, explica a executiva.

Aliada na cozinha
As variedades de produtos da marca atendem a um dos principais requisitos das consumidoras. As pesquisas constantes da Nestlé indicam que o maior atributo do Leite Moça são seus múltiplos usos, além da performance de qualidade. As ações de ponto de venda também seguem essas necessidades, com packs que premiam as clientes com brindes que sejam relacionados ao uso da marca, como um livro de receitas.

O grande desafio de Moça, agora, é adaptar a linguagem para a consumidora atual, com o tempo cada vez mais escasso. “Percebemos que as consumidoras precisam de soluções mais práticas. O objetivo é trazer ferramentas para que consigam ter tempo de se dedicar à família, fazer algo gostoso. A marca tem esse papel, de ser aliada da consumidora”, ressalta Fabiana.